quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cuca diz que Atlético cresceu "na dor" e faz contagem regressiva por título

Cuca hoje está a apenas dois jogos de conquistar o título mundial. Mas a caminhada só veio com muito sacrifício depois de o Atlético-MG quase ser rebaixado no Brasileirão de 2011 e ainda sofrer uma derrota por goleada por 6 a 1 para o Cruzeiro, seu maior rival. Para ele, da tragédia surgiu um marco positivo. Bem perto do topo, Cuca agora faz contagem regressiva para o que ele diz ser a sua Copa Mundo. "Faltam dois. Na Libertadores eu falava que faltavam seis, quatro", afirmou ele durante entrevista nesta quinta-feira em Marrakech, onde o Atlético estreia na quarta-feira que vem no Mundial de Clubes da Fifa contra Raja Casablanca ou Monterrey. Mas o treinador também relembra as dificuldades que passou durante os dois anos e meio à frente do time e a relação com a torcida. "Foi na dor, não foi no amor que surgiu. Lembro que a gente tinha uma chance grande de cair, escapamos vencendo partidas memoráveis e tomamos de 6 a 1 do Cruzeiro. O mundo acabou, reiniciamos o ano sendo cobrados, faixas viradas e torcida de costas. Foi doído, não é fácil aguentar", disse. "Embutimos uma condição de luta. É uma tragédia para um maior marco positivo". O técnico ressalta sua evolução e como aprendeu a ter paciência com a conquista da Libertadores. Foi preciso tempo para levantar a taça depois de perder para o Once Caldas com o São Paulo, na semifinal de 2004, e com o Cruzeiro, nas oitavas de final de 2011. "O que evolui como ser humano, com o tempo a gente aprende, deixa de ser ansioso. O tempo nos ensina a ter paciência e administrar melhor os problemas. Você ganha experiência, administra melhor as situações, eu queria que acontecesse tudo imediatamente. Não ganhei nem com o Cruzeiro, nem com o São Paulo para ganhar aqui no Atlético", disse.

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