sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

2015 terá dobro de feriados prolongados em relação ao ano passado

Ao todo, serão dez feriadões nacionais a partir de hojeDa Redação (redacao@correio24horas.com.br)

No quesito feriado prolongado, o ano de 2015 será bem menos injusto que o passado. Os feriados da Independência do Brasil (7 de setembro), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e Finados (2 de novembro), que caíram no domingo em 2014, passarão a ser na segunda-feira, o que ajuda a aumentar a conta dos feriadões.
Foto: Arisson Marinho/ Correio
Ao todo serão dez, o dobro de feriadões nacionais em relação a 2014: Confraternização Universal (1º), Carnaval, Páscoa, Tiradentes, Dia do Trabalho, Corpus Christi, Independência, Nossa Senhora Aparecida, Finados e Natal.

Policial militar é preso acusado de matar três pessoas da família

Crime aconteceu na madrugada desta sexta-feira (2), no Setor Rio Formosa, em Goiânia
Redação (redacao@correio24horas.com.br)


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Foto: Reprodução/TV Anhaguera


Um crime está sendo investigado pela policia de Goiânia. Três pessoas da mesma família foram assassinadas na madrugada desta sexta-feira (2), no Setor Rio Formosa. O principal suspeito é o policial militar Hélio Costa Vieira, que mora na residência onde ocorreu o crime. 

Entre as vítimas estão uma criança de 11 anos, cunhada do PM, além de Raimundo Nonato da Silva, 54 anos, e Maria Margarete da Silva, de 45 anos, sogro e sogra de Hélio.

De acordo com a polícia, o suspeito estava de folga e os disparos foram efetuados após uma discussão. A esposa de Hélio foi baleada no braço. Ela foi encaminhada para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e passou por cirurgia. O quadro de saúde é estável.

Após o crime, o PM fugiu com três crianças, mas foi preso na cidade de Goiás. Ele foi encaminhado para a delegacia de investigação de homicídios (DIH) para prestar depoimentos.

De acordo com parentes, as vítimas moravam na cidade de Santo Antônio do Descoberto, nos entornos do Distrito Federal e visitavam o policial e a esposa. 

Bahia anuncia amistoso contra o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia

Duelo será realizado no dia 16 de janeiro, na Arena Fonte Nova e faz parte da pré-temporada tricolor
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)


O Bahia anunciou nesta sexta-feira (2), que vai fazer um amistoso internacional durante a pré-temporada. O Adversário será o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. A partida está marcada para o dia 16 de janeiro, na Arena Fonte Nova e faz parte das comemorações dos 84 anos da fundação do clube. 

“O torcedor do Bahia merece assistir e experimentar a emoção de ter jogos de alto nível. Enfrentar o Shakhtar, campeão e referência na Ucrânia e um dos grandes da Europa, valoriza a marca do nosso clube no mercado do futebol e reforça a grandeza e tradição das nossas cores. O Bahia também agradece ao consórcio Arena Fonte Nova pela parceira na iniciativa”, disse o presidente Marcelo Santana.

Duelo será o primeiro de uma série de cinco amistosos que a equipe vai fazer no Brasil (Foto: Divulgação)

Atual campeão ucraniano, o Shakhtar Donetsk está nas oitavas de finais da Champions League. O clube ficou famoso no Brasil pela grande quantidade de jogadores brasileiros non plantel. Atualmente o clube conta com 12 atletas nascido no país, como atacante Dentinho, ex-Corinthians, e os meias Wellington Nem, ex-Fluminense, e Bernard, que disputou a Copa do Mundo de 2014. 
O duelo com o Bahia será o primeiro de uma série de cinco amistosos que a equipe ucraniana vai fazer no Brasil. 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Na primeira penitenciária privada do Brasil, quanto mais presos, maior o lucro


Paula Sacchetta | Agência Pública | Ribeirão das Neves (MG)
Perigo do modelo de prisão em MG é o encarceramento em massa, alertam especialistas: "Para quem investe em determinado produto, no caso o produto humano, será interessante ter cada vez mais presos"





Peu Robles / Agência Pública

Pátio da penitenciária público-privada de Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte

Em janeiro de 2013, assistimos ao anúncio da inauguração da “primeira penitenciária privada do país”, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais. Porém, prisões “terceirizadas” já existiam em pelo menos outras 22 localidades. A diferença é que esta de Ribeirão das Neves é uma PPP (parceria público-privada) desde sua licitação e projeto, enquanto as outras eram unidades públicas que em algum momento passaram para as mãos de uma administração privada. Na prática, o modelo de Ribeirão das Neves cria penitenciárias privadas de fato; nos outros casos, a gestão ou determinados serviços são terceirizados, como a saúde dos presos e a alimentação.

Existem no mundo aproximadamente 200 presídios privados, sendo metade deles nos Estados Unidos. O modelo começou a ser implantado naquele país ainda nos anos 1980, no governo Ronald Reagan, seguindo a lógica de aumentar o encarceramento e reduzir os custos, e hoje atende a 7% da população carcerária do país. O modelo também é bastante difundido na Inglaterra – lá implantado por Margareth Thatcher – e foi fonte de inspiração da PPP de Minas, segundo o então governador do estado, Antônio Anastasia. Em Ribeirão das Neves o contrato da PPP foi assinado em 2009, na gestão do então governador Aécio Neves.


O slogan do complexo penitenciário de Ribeirão das Neves é “menor custo e maior eficiência”, mas especialistas questionam sobretudo o que é tido como “eficiência”. Para Robson Sávio, coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos (Nesp) da PUC-Minas e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esta eficiência pode caracterizar um aumento das prisões ou uma ressocialização de fato do preso. E ele acredita que a privatização tende para o primeiro caso. Entre as vantagens anunciadas está, também, a melhoria na qualidade de atendimento ao preso e na infraestrutura dos presídios.

Bruno Shimizu e Patrick Lemos Cacicedo, coordenadores do Núcleo de Situação Carcerária da Defensoria Pública de São Paulo, questionam a legalidade do modelo. Para Bruno, “do ponto de vista da Constituição Federal, a privatização das penitenciárias é um excrescência”, totalmente inconstitucional, afirma, já que o poder punitivo do Estado não é delegável. “Acontece que o que tem impulsionado isso é um argumento político e muito bem construído. Primeiro se sucateou o sistema penitenciário durante muito tempo, como foi feito durante todo um período de privatizações, (…) para que então se atingisse uma argumentação que justificasse que estes serviços fossem entregues à iniciativa privada”, completa.

Laurindo Minhoto, professor de sociologia na USP e autor do livro “Privatização de presídios e criminalidade”, afirma que o Estado está delegando sua função mais primitiva, seu poder punitivo e o monopólio da violência. O Estado, sucateado e sobretudo saturado, assume sua ineficiência e transfere sua função mais básica para empresas que podem realizar o serviço de forma mais “prática”. E esta forma se dá através da obtenção de lucro.

Patrick afirma que o maior perigo deste modelo é o encarceramento em massa. Em um país como o Brasil, com mais de 550 mil presos, quarto lugar no ranking dos países com maior população carcerária do mundo e que em vinte anos, entre 1992-2012, aumentou esta população em 380%, segundo dados do DEPEN, só tende a encarcerar mais e mais. Nos Estados Unidos, explica, o que ocorreu com a privatização deste setor foi um lobby fortíssimo pelo endurecimento das penas e uma repressão policial ainda mais ostensiva. Ou seja, começou a se prender mais e o tempo de permanência na prisão só aumentou. Hoje, as penitenciárias privadas nos EUA são um negócio bilionário que apenas no ano de 2005 movimentou quase 37 bilhões de dólares.

Nos documentos da PPP de Neves disponíveis no site do governo de Minas Gerais, fala-se inclusive no “retorno ao investidor”, afinal, são empresas que passaram a cuidar do preso e empresas buscam o lucro. Mas como se dá este retorno? Como se dá este lucro?

Um preso “custa” aproximadamente R$ 1.300,00 por mês, podendo variar até R$ 1.700,00, conforme o estado, numa penitenciária pública. Na PPP de Neves, o consórcio de empresas recebe do governo estadual R$ 2.700,00 reais por preso por mês e tem a concessão do presídio por 27 anos, prorrogáveis por 35. Hamilton Mitre, diretor de operações do Gestores Prisionais Associados (GPA), o consórcio de empresas que ganhou a licitação, explica que o pagamento do investimento inicial na construção do presídio se dá gradualmente, dissolvido ao longo dos anos no repasse do estado. E o lucro também. Mitre insiste que com o investimento de R$ 280 milhões – total gasto até agora – na construção do complexo, este “payback”, ou retorno financeiro, só vem depois de alguns anos de funcionamento ou “pleno vôo”, como gosta de dizer.

Especialistas, porém, afirmam que o lucro se dá sobretudo no corte de gastos nas unidades. José de Jesus Filho, assessor jurídico da Pastoral Carcerária, explica: “entraram as empresas ligadas às privatizações das estradas, porque elas são capazes de reduzir custos onde o Estado não reduzia. Então ela [a empresa] ganha por aí e ganha muito mais, pois além de reduzir custos, percebeu, no sistema prisional, uma possibilidade de transformar o preso em fonte de lucro”.

Para Shimizu, em um país como o Brasil, “que tem uma das mais altas cargas tributárias do mundo”, não faz sentido cortar os gastos da população que é “justamente a mais vulnerável e a que menos goza de serviços públicos”. No complexo de Neves, os presos têm 3 minutos para tomar banho e os que trabalham, 3 minutos e meio. Detentos denunciaram que a água de dentro das celas chega a ser cortada durante algumas horas do dia.

Outra crítica comum entre os entrevistados foi o fato de o próprio GPA oferecer assistência jurídica aos detentos. No marketing do complexo, essa é uma das bandeiras: “assistência médica, odontológica e jurídica”. Para Patrick, a função é constitucionalmente reservada à Defensoria, que presta assistência gratuita a pessoas que não podem pagar um advogado de confiança. “Diante de uma situação de tortura ou de violação de direitos, essa pessoa vai buscar um advogado contratado pela empresa A para demandar contra a empresa A. Evidentemente isso tudo está arquitetado de uma forma muito perversa”, alerta.
Segundo ele, interessa ao consórcio que, além de haver cada dia mais presos, os que já estão lá sejam mantidos por mais tempo. Uma das cláusulas do contrato da PPP de Neves estabelece como uma das “obrigações do poder público” a garantia “de demanda mínima de 90% da capacidade do complexo penal, durante o contrato”. Ou seja, durante os 27 anos do contrato pelo menos 90% das 3336 vagas devem estar sempre ocupadas. A lógica é a seguinte: se o país mudar muito em três décadas, parar de encarcerar e tiver cada dia menos presos, pessoas terão de ser presas para cumprir a cota estabelecida entre o Estado e seu parceiro privado. “Dentro de uma lógica da cidadania, você devia pensar sempre na possibilidade de se ter menos presos e o que acontece ali é exatamente o contrário”, afirma Robson Sávio.

Para ele, “na verdade não se está preocupado com o que vai acontecer depois, se está preocupado com a manutenção do sistema funcionando, e para ele funcionar tem que ter 90% de lotação, porque se não ele não dá lucro”.

O complexo de Neves é realmente diferente das penitenciárias públicas. É limpo, organizado e altamente automatizado, repleto de câmeras, portões que são abertos por torres de controle. Mas que tipo de preso vai pra lá? Hamilton Mitre, diretor do GPA, afirma que “não dá pra falar que o Estado coloca os presos ali de forma a privilegiar o projeto”.

No entanto, Murilo Andrade de Oliveira, subsecretário de Administração Penitenciária do Estado de Minas, diz exatamente o contrário: “nós estabelecemos inicialmente o critério de que [pode ir para a PPP] qualquer preso, podemos dizer assim, do regime fechado, salvo preso de facção criminosa – que a gente não encaminha pra cá – e preso que tem crimes contra os costumes, estupradores. No nosso entendimento este preso iria atrapalhar o projeto”.

Na visão dos outros entrevistados, a manipulação do perfil do preso pode ser uma maneira de camuflar os resultados da privatização dos presídios. “É muito fácil fazer destes presídios uma janela de visibilidade: ‘olha só como o presídio privado funciona’, claro que funciona, há todo um corte e uma seleção anterior”, diz Bruno Shimizu.

Robson Sávio explica que presos considerados de “maior periculosidade”, “pior comportamento” ou que não querem trabalhar ou estudar são mais difíceis de ressocializar, ou seja, exigiriam investimentos maiores nesse sentido. Na lógica do lucro, portanto, eles iriam mesmo atrapalhar o projeto.


Se há rebeliões, fugas ou qualquer manifestação do tipo, o consórcio é multado e perde parte do repasse de verba. Por isso principalmente o interesse em presos de “bom comportamento”. O subsecretário Murilo afirma ainda que os que não quiserem trabalhar nem estudar podem ser “devolvidos” às penitenciárias públicas: “o ideal seria ter 100% de presos trabalhando, esse é nosso entendimento. Agora, tem presos que realmente não querem estudar, não querem trabalhar, e se for o caso, posteriormente, a gente possa tirá-los (sic), colocar outros que queiram trabalhar e estudar porque a intenção nossa é ter essas 3336 vagas aqui preenchidas com pessoas que trabalhem e estudem”.

Hoje, na PPP de Ribeirão das Neves ainda não são todos os presos que trabalham e estudam e os que têm essa condição se sentem privilegiados em relação aos outros. A reportagem só pôde entrevistar presos no trabalho ou durante as aulas. Não foi permitido falar com outros presos, escolhidos aleatoriamente. Foram mostradas todas as instalações da unidade 2 do complexo, tais como enfermaria, oficinas de trabalho, biblioteca e salas de aula, mas não pudemos conversar com presos que não trabalham nem estudam e muito menos andar pelos pavilhões, chamados, no eufemismo do luxo de Neves, de “vivências”.
O Estado e o consórcio buscam empresas que se interessem com o trabalho do preso. As empresas do próprio consórcio não podem contratar o trabalho deles a não ser para cuidar das próprias instalações da unidade, como elétrica e limpeza. Então o lucro do consórcio não vem diretamente do trabalho dos presos, mas sim do repasse mensal do estado.

Mas a que empresa não interessaria o trabalho de um preso? As condições de trabalho não são regidas pela CLT, mas sim pela Lei de Execução Penal (LEP), de 1984. Se a Constituição Federal de 1988 diz que nenhum trabalhador pode ganhar menos de um salário mínimo, a LEP afirma que os presos podem ganhar ¾ de um salário mínimo, sem benefícios. Um preso sai até 54% mais barato do que um trabalhador não preso assalariado e com registro em carteira.

O professor Laurindo Minhoto explica: “o lucro que as empresas auferem com esta onda de privatização não vem tanto do trabalho prisional, ou seja, da exploração da mão de obra cativa, mas vem do fato de que os presos se tornaram uma espécie de consumidores cativos dos produtos vendidos pela indústria da segurança e da infraestrutura necessária à construção de complexos penitenciários”.


Helbert Pitorra, coordenador de atendimento do GPA – na prática, quem coordena o trabalho dos presos – orgulha-se que o complexo está virando um “polo de EPIs” (equipamentos de proteção individual), ou seja, um polo na fabricação de equipamentos de segurança. “Eles fabricam dentro da unidade prisional sirenes, alarmes, vários circuitos de segurança, (…) calçados de segurança como coturnos e botas de proteção (…), além de uniformes e artigos militares”.

O que é produzido ali dentro, em preços certamente mais competitivos no mercado alimenta a própria infraestrutura da unidade. A capa dos coletes à prova de balas que os funcionários do GPA usam é fabricada ali dentro mesmo, a módicos preços, realizados por um preso que custa menos da metade de um trabalhador comum a seu empregador.

Em abril de 2014, o governo de Minas Gerais foi condenado por terceirização ilícita no presídio de Neves. A Justiça do Trabalho confirmou a ação civil pública do Ministério Público do Trabalho e anulou várias das contratações feitas pelo GPA.

“Entre os postos de trabalho terceirizados estão atividades relacionadas com custódia, guarda, assistência material, jurídica e à saúde, uma afronta à Lei 11.078/04 que classifica como indelegável o poder de polícia e também a outros dispositivos legais. Além de ser uma medida extremamente onerosa para os cofres públicos, poderá dar azo a abusos sem precedentes”, disse o procurador que atuou no caso, Geraldo Emediato de Souza, ao portal mineiro Hoje em dia.

Como na maioria das penitenciárias, as visitas do Complexo passam por revista vexatória. A., esposa de um detento que preferiu não se identificar, entregou à reportagem uma carta dos presos e explicou como é feita a revista: “temos que tirar a roupa toda e fazer posição ginecológica, agachamos três vezes ou mais, de frente e de costas, temos que tapar a respiração e fazer força. Depois ainda sentamos num banco que detecta metais”. Na mesma carta entregue por A., os presos afirmam que os diretores do presídio já têm seus “beneficiados”, que sempre falam “bem da unidade” à imprensa, e são, invariavelmente, os que trabalham ou estudam.

Na carta, eles ainda afirmam que na unidade já há presos com penas vencidas que não foram soltos ainda. Fontes que também não quiseram se identificar insistem que o consórcio da PPP já “manda” na vara de execuções penais de Ribeirão das Neves.
José de Jesus filho, da Pastoral Carcerária, não vê explicação para a privatização de presídios que não a “corrupção”. Tem seus motivos. Em maio de 2013, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) foram alvo de ações por corrupção e má utilização de recursos públicos. Na ação da CPTM foi citado o ex-diretor, Telmo Giolito Porto, hoje à frente do consórcio da PPP de Ribeirão das Neves, assim como a empresa Tejofran de Saneamento e Serviços Gerais LTDA., que faz parte do mesmo consórcio.

Nesse sentido, Robson Sávio alerta: “será que o Estado quando usa de tanta propaganda para falar de um modelo privado ele não se coloca na condição de sócio-interesseiro nos resultados e, portanto, se ele é sócio-interesseiro ele também pode maquiar dados e esconder resultados, já que tudo é dado e planilha? Esse sistema ainda tem muita coisa que precisa ser mais transparente e melhor explicada”.

O modelo mineiro de PPP já inspirou projetos semelhantes no Rio Grande do Sul, em Pernambuco e no Distrito Federal. As licitações já aconteceram ou estão abertas e, em breve, as penitenciárias começarão a ser construídas. O governo de São Paulo e a Secretaria de Administração Penitenciária também pretendem lançar em breve um edital para a construção de um grande complexo no estado, com capacidade para 10.500 presos. O governador Geraldo Alckmin já fez consultas públicas e empresas já se mostraram interessadas no projeto.

No Ceará, uma decisão judicial obrigou à iniciativa privada devolver a gestão de penitenciárias para o governo do estado. No Paraná, o próprio governo decidiu retomar a administração de uma série de penitenciárias, após avaliar duas questões: a jurídica e a financeira.

No Brasil, país do “bandido bom é bandido morto”, da “bancada da bala” e onde presos não têm direitos simplesmente por estarem presos, a privatização também assusta do ponto de vista da garantia dos direitos humanos dos presos. “Será que num sistema que a sociedade nem quer saber e não está preocupada, como é o prisional, haverá fiscalização e transparência suficiente? Ou será que agora estamos criando a indústria do preso brasileiro?”, pergunta Sávio.

Para Minhoto, a partir do momento em que você enraíza um interesse econômico e lucrativo na gestão do sistema penitenciário, “o Estado cai numa armadilha de muitas vezes ter que abrir mão da melhor opção de política em troca da necessidade de garantir um retorno ao investimento que a iniciativa privada fez na área”, diz. Bruno Shimizu completa: “isso pode fazer com que a gente crie um monstro do qual a gente talvez não vá mais conseguir se livrar”.

“Para quem investe em determinado produto, no caso o produto humano, o preso, será interessante ter cada vez mais presos. Ou seja, segue-se a mesma lógica do encarceramento em massa. A mesma lógica que gerou o caos, que justificou a privatização dos presídios”, arremata Patrick.



Matéria originalmente publicada no site da Agência Pública. A reportagem ficou em 3o lugar no 31o Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo.

Fonte: Opera Munid

Neymar comemora chegada de 2015 na Bahia

Na Bahia, Neymar comemora chegada de 2015


Por Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews) | Fotos: Reprodução
'Partiu 2015!'. Essa foi a legenda de Neymar em uma foto em sua página no Instagram para comemorar a chegada do novo ano ao lado de amigos e da irmã, Rafaella Santos. O jogador está em Trancoso, na Bahia, e curtiu o Baile do Zeh Pretim durante a virada.
As comemorações aconteceram durante toda a semana. Na madrugada de ontem, 31, Neymar badalou com o “parça” Daniel Alves e com outros amigos. Os jogadores de futebol se divertiram em uma festa pré-Réveillon no restaurante Cacau, na cidade baiana.

Homem morre afogado na praia de Periperi



Por Tony Silva (Twitter: @Tony_Silva)

Um homem identificado como Valdemar Pereira, 49 anos, morreu afogado na praia de Periperi, na região conhecida como “Beco da Baiuca”. De acordo com informações da polícia, o corpo foi encontrado por populares por volta das 15 horas.
Policiais da 18ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), na Guarnição de número 1803, sob o comando do sargento Valdemir Araújo foram ao local e aguardam o Departamento de Polícia Técnica (DPT), para a remoção do corpo.  
As informações ainda dão conta de que a vítima costumava fazer caminhadas na praia. Familiares e a polícia aguardam o DPT desde as 15 horas, que até o fechamento desta matéria, não havia chegado.

Gaban e Gabanzinho trocam tapas com garçons em Alagoas



Por Redação bocão news | Fotos: Bruno Felix \ TNH1

Gaban e Gabanzinho trocam tapas com garçons em Alagoas

Para compartilhar esse conteúdo, por favor utilize o link http://tnh1.ne10.uol.com.br/noticia/policia/2014/12/31/315059/deputado-estadual-da-bahia-troca-tapas-com-garcons-na-praia-do-frances ou as ferramentas oferecidas na página.O deputado estadual da Bahia, Carlos Ricardo Gaban (DEM), que passa fèrias em Alagoas com a família, envolveu-se em uma briga com funcionàrios da barra Paraíso Tropical, localizada na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, na tarde desta quarta-feira (31). 
Segundo informaçoes colhidas pela TNH1, o tumulto teria começado após um dos filhos do deputado ter o bonè roubado na praia. Os envolvidos na briga foram conduzidos para a Central de Flagrantes, no Bairro do Farol em Maceiò, para prestar depoimento. Ninguém foi preso. 
 
Segundo o deputado, ao chamar os garçons e o proprietário da barraca para solucionar o problema, eles teriam dito que nada poderiam fazer e sugeriram que Gaban chamasse a polícia. o deputado se recusou a pagar a conta da barraca, até que o proprietário compensasse a perda do chapéu. 
 
Após a discussao sobre a perda do chapéu e o pagamento da conta, os funcionários do bar e os familiares de Gaban, começaram uma confusao generalizada, inclusive com garrafas, mesas e cadeiras quebradas. 
 
O proprietário da barraca, Valmir Sehnem, afirma que o deputado teria acusado os garçons de terem roubado o chapéu, xingando e desrespeitando os funcion´rios. "O filho dele disse que ia xingar os garçons quantas vezes quisesse porque era filho de deputado. Em 32 anos de barraca no Francês, nunca houve uma ocorrência desse tipo aqui", afirmou Valmir. 
 
Carlos Gaban diz ainda que o dono da Paraíso Tropical teria chamado outros 10 garçons para entrr na briga e agredir sua família. Valmir Sehnem defende-se dizendo que as pessoas se aproximaram porque ficaram curiosas. 
 
"Gosto muito de Maceió, nao é a primeira vez que venho pra cá, mas apesar do que aconteceu, sei que o povo de Alagoas é acolhedor", disse Gaban, que chegou ao Estado dia 28 deste mês e permanece até o dia 2 de janeiro. 
 
Todos os envolvidos tiveram ferimentos leves e serao levados para o Instituto Médico Legal para realizar exame de Corpo de Delito. O delegado Marcos Lins é o responsável pelo caso.

Promessa da base do Bahia, Jacó luta contra doença

Atacante tem trombose e precisa tomar cuidados especiais durante a carreira
Da Redação


Uma das promessas das divisões de base do Bahia, o atacante Jacó luta contra uma doença rara no meio do futebol. Portador de trombose, o atleta de 18 anos luta contra o drama pessoal para continuar jogando sem maiores problemas e por muito tempo.
Foto: Reprodução/TV Bahia
A doença de Jacó é caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias dos membros inferiores do corpo, geralmente nas pernas. Na maioria dos casos, quem sofre de trombose são pacientes idosos ou de pouca mobilidade, sendo muito raro entre atletas profissionais. 
O médico do Bahia, Ivan Guerra, falou sobre o caso do garoto. "Ele é um atleta jovem. Muito difícil de acontecer. Mas ele vem sendo acompanhado por um angiologista e tem feito o tratamento", explicou em entrevista à TV Bahia.
Foto: Reprodução
Para tratar a doença, Jacó tem recebido medicamentos especiais. Ele se preocupa ainda em evitar ferimentos, já que os anticoagulantes que toma "afinam" o sangue, como dizem popularmente. "Tem um problema é que não posso ter choque. Se sangrar, sangra mais porque o remédio afina o sangue. Tem que tomar cuidado", explicou o jovem.
Jacó disputará a Copa São Paulo pelo Bahia. O Tricolor está no Grupo E da competição, junto ao Audax-SP, Comercial-MS e Grêmio Prudente. A estreia do time baiano acontece neste domingo (4), às 16h, no Prudentão, contra o Comercial.

Agricultor chinês faz sucesso ao andar montado em porco enorme

Ele foi filmado em estrada movimentada em Chongqing.
Jiang Chengyou virou celebridade local após publicação de vídeos.



Do G1, em São Paulo


Um agricultor chinês chamou atenção no ano passado após alguns vídeos que mostram ele andando montado em um enorme porco foram publicados na web.
Jiang Chengyou, que cria suínos há mais de três décadas, virou uma celebridade local após ser flagrado em um porco ao longo de uma estrada movimentada em Chongqing.
Jiang Chengyou ganhou destaque ao andar montado em porco enorme (Foto: Reprodução/YouTube/Jianqiang Zhou)Jiang Chengyou ganhou destaque ao andar montado em porco enorme (Foto: Reprodução/YouTube/Jianqiang Zhou)

De férias, Dante recebe presentes e manda recado para torcida do Bahia

Jogador conversa com presidente tricolor, Marcelo Sant'Ana, e conhece projetos para o futuro do clube. Zagueiro deseja retorno do Bahia para a Série A em 2015


Por GloboEsporte.comSalvador


Dante se reuniu com o presidente do Bahia, Marcelo Sant'Ana (Foto: Divulgação / EC Bahia)

No Bayern de Munique, o zagueiro Dante costuma atuar com um uniforme listrado em azul, vermelho e branco. A camisa da equipe alemã deixa o jogador bem à vontade, e não por acaso. Baiano, Dante não esconde que tem o Bahia no coração. De férias na terra natal, ele teve a oportunidade de conviver mais de perto com o clube para o qual torce e no último do ano se reuniu com o presidente Marcelo Sant’Ana, empossado no último mês de dezembro.

Dante recebeu de presente vários produtos oficiais do Bahia (Foto: Divulgação / EC Bahia)

Dante e Sant’Ana se encontraram a beira mar e trocaram experiências. O presidente tricolor aproveitou para apresentar projetos e ouviu manifestações de muito fanatismo por parte dos familiares do jogador, todos torcedores do Bahia.

O zagueiro recebeu de presente vários produtos oficiais do Bahia, como os novos uniformes, uma cópia do filme “Bahêa minha vida” e o DVD infantil do clube, lançado recentemente. Dante também deixou um recado para a torcida tricolor.

- Desejo um feliz ano novo para o torcedor do Bahia. Que 2015 seja de muitas conquistas pra nós todos. Que nosso time volte para a primeira divisão. Desejo a todos muita saúde, paz e felicidade. Vamos fazer com certeza um 2015 maravilhoso e em 2016 estaremos de volta na primeira divisão. Aquele abraço e aquele axé – disse o zagueiro.

Dante recebeu uma camisa personalizada (Foto: Divulgação / EC Bahia)

POLICIA REGISTRA QUATRO ASSASSINATOS EM ITINGA NESSA TERÇA-FEIRA 30/12




Uma terça-feira sangrenta foi vivenciada no bairro de Itinga após uma série de assassinatos em diferentes pontos do bairro em Lauro de Freitas. Segundo informações dos Policiais da 27ª Delegacia Territorial no bairro, quatro homicídios foram registrados nesta terça-feira (30/12). 

 O primeiro crime teve como vítima o adolescente R. P. B., de 15 anos, que foi baleado com diversos tiros próximo à sua residência na localidade do conjunto residencial Leila Diniz no Loteamento Chácaras Thaiti, Parque São Paulo, por volta das 10:30 h. Segundo informações dois homens numa moto disparam contra o menor.

A outra vítima não teve sua identificação confirmada pois não portava documentos de identidade quando foi morto às 10:50 h. O assassinato a tiros aconteceu na localidade do Loteamento Quintas do Pícuia também em Itinga. 

No mesmo dia, Rondinelli de Jesus e Jhon Elisson dos Santos, ambos de idade ignorada foram assassinados na Rua Santa Cecília no Jardim Metrópole também em Itinga. A Policia investiga a ligação das vítimas com o tráfico de drogas na região ou de uma possível guerra entre grupos rivais. 

Não há informações sobre os criminosos ou a real motivação dos crimes. Policiais Militares da 81ª CIPM realizam rondas durante toda esta quarta (31) em busca de suspeitos e pistas que levem aos acusados.

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Quatro apostadores ganham mais de R$ 65 milhões na Mega da Virada

Os ganhadores tem 90 dias, a partir do sorteio, para buscar o prêmio na Caixa Econômica Federal
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)

Quatro apostadores começaram 2015 milionários com o resultado da Mega da Virada, um mora em Brasília, outro em Santa Rita do Trivelato (MT) e dois, na capital São Paulo. Cada um receberá R$ 65.823.888 milhões. Os números sorteados foram 20, 11, 16, 1, 56 e 5.
Mega Sena será reajustada
Quatro apostadores começaram 2015 milionários com o resultado da Mega da Virada (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)


O prêmio distribuído ultrapassou os R$ 263 milhões, o maior da história das loterias no Brasil, quase R$ 40 milhões a mais que o total de 2013. Outras 2.581 apostas acertaram cinco números e levaram R$ 19.764. Com quatro acertos, 168.546 apostas receberam o prêmio de R$ 432.

Os ganhadores tem 90 dias, a partir do sorteio, para buscar o prêmio na Caixa Econômica Federal. Decorrido esse prazo, o prêmio prescrito é repassado ao Fundo de Financiamento ao Ensino Superior (Fies). Valores acima de R$ 1.787 são pagos exclusivamente nas agências da Caica.

Presidente do Bahia confirma acerto com zagueiro e meia-atacante

Jogadores e nova comissão técnica serão apresentados na próxima segunda-feira (5)
Bruno Queiroz (bruno.queiroz@redebahia.com.br)

A chegada de um novo ano para o torcedor do Bahia tem sempre um gosto especial. Poder celebrar o 84º aniversário do clube logo no primeiro dia de 2015 é um privilégio dos tricolores, ávidos por um futuro de mais alegrias e, principalmente, títulos.

O presidente Marcelo Sant’Ana, confirmou algumas novidades que serão divulgadas no próximo dia 5 de janeiro, data da reapresentação do elenco no Fazendão. “A nova equipe será oficializada na segunda-feira. Prefiro fazer tudo de uma vez só. Preparador físico já foi contratado. Novo fisiologista também”, confirmou. Sant’Ana também comentou a chegada de novos jogadores. “O Bahia já tem formalmente dois atletas contratados: um zagueiro e um meia-atacante. Pretendo anunciar quatro no dia da reapresentação”, explicou.
Marcelo que pretende anunciar quatro novos reforços na reapresentação do elenco (Foto:Arquivo/Correio)

Sobre Jael, Marcelo se mostrou confiante na volta do ídolo da torcida. “Já existe acerto com atleta, com o empresário e o São Caetano. Falta entrarem acordo com o grupo de investidores. Depois disso podemos anunciar o atleta”.

Para finalizar, o presidente parabenizou o torcedor do Bahia pelo aniversário do clube. “Se hoje temos um clube que vai completar 84 anos é por sua torcida. Acredito muito no Bahia. Entendo as necessidades e expectativas que o torcedor tem. Tenho esse mesmo sentimento.  Acredito que nessa primeira semana de janeiro o torcedor do Bahia vai ter uma novidade boa”, prometeu.   
Nova chance 
A diretoria tricolor confirmou que o volante Lenine e o atacante Zé Roberto, formados no clube, estão retornando de empréstimo e serão integrados ao elenco. Ano passado, Lenine defendeu o Paysandu e conquistou o acesso à Série B. Zé Roberto estava no Salgueiro e marcou dois gols na Série C. No início de 2014 teve poucas oportunidades com Marquinhos Santos. Outros que retornam de empréstimo serão avaliados pela diretoria.

Médico ensina maneira ideal para aliviar coceira de picada de mosquito



No verão, "ataques" de muriçocas aumenta





Da Redação
Além de causar dor e coceira na pele, a picada de mosquito pode ser meio de transmissão de doenças. Aprenda no vídeo como prevenir e lidar com picada de mosquito.

Tumulto em comemoração de Ano Novo em Xangai deixa 36 mortos e 47 feridos

Um vídeo feito na região e publicado em mídias sociais mostraram pessoas gritando e tropeçando enquanto telas de smartphones brilhavam em suas mãos
Estadão Conteúdo


O tumulto durante uma comemoração de Ano Novo em Xangai deixou, pelo menos, 36 pessoas mortas pisoteadas. Outras 47 ficaram feridas, disseram as autoridades, cujas vítimas eram predominantemente jovens e do sexo feminino. Fotos da área ocupada durante a celebração e publicadas em uma plataforma chinesa de mídia social mostravam milhares de pessoas lotando a área conhecida como Bund, onde o evento anual é celebrado.
Foto: AFP
“Foi um caos total. Havia muitas pessoas em um pequeno espaço”, disse o professor norte-americano Andrew Jordan Shainker. Segundo ele, o tumulto começou em um restaurante próximo, enquanto as pessoas continuavam a chegar para comemorar, mesmo após o incidente. A causa do tumulto ainda não ficou claro. O presidente chinês, Xi Jinping, pediu uma investigação imediata. Algumas testemunhas disseram que o incidente começou entre a rua e a beira do rio, espaço cheio de degraus até chegar na praça construída em homenagem a um ex-prefeito de Xangai, Chen Yi. Um vídeo feito na região e publicado em mídias sociais mostraram pessoas gritando e tropeçando enquanto telas de smartphones brilhavam em suas mãos. Entre os relatos iniciais, uma testemunha, citada pelo portal de notícias oficial Eastday.com, disse que as pessoas podem ter corrido para pegar dinheiro falso de papel que estava sendo jogado para a multidão de cima de um prédio. Uma mulher afirmou que o dinheiro veio de um clube noturno chamado M18, que fica no quarto andar de um edifício. A papel se assemelha a uma nota de US$ 100, mas o nome do clube está inscrito nela. A administração do clube não respondeu aos pedidos de comentário. Um funcionário do M18 afirmou que as notas falsas eram decorações empilhados sobre uma mesa no local e estavam disponíveis para os visitantes. A fonte disse que o incidente passou despercebido no clube. Segundo o relato, o M18 bloqueia suas janelas, embora outro clube acima dele tenha uma varanda. Nesta quinta-feira, a polícia vasculhava a cobertura do prédio em que fica o M18.