quinta-feira, 21 de maio de 2015

Fotos da autópsia de dançarina assassinada pelo noivo caem na rede




A família ficou muito abalada ao ver as fotos em que dançarina aparece nua e com ferimentos na cabeça.
Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)





(Foto: Reprodução)



Os parentes da ex-integrante do grupo Gaiola das Popozudas, Amanda Bueno, estão inconformados com a divulgação das fotos do corpo da dançarina de 29 anos, enquanto ela ainda passava por uma autópsia no Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu (RJ).

Amanda foi assassinada na casa onde morava com o noivo, no Rio de Janeiro, durante uma briga entre o casal motivada por ciúmes. A irmã da vítima, Valsirlândia Lopes Sena afirmou que o caso será levado para justiça.

“Isso era uma coisa privada, que não podia sair lá de dentro, foi um desrespeito. Não podiam sair passando essas fotos de mão em mão", comentou Valsirlândia, indignada, em entrevista ao G1.

Ainda segundo a irmã de Amanda, a família ficou muito abalada ao ver as fotos em que dançarina aparece nua e com ferimentos na cabeça. “Elas chegaram na gente no momento do velório dela, apesar de toda a dificuldade que estávamos tendo, a dor de perda, a tristeza. A gente não queria que as pessoas vissem como ela estava e até pedimos para que o caixão não fosse aberto. Aí essas fotos circularam do nada e foi muito difícil, pois violaram a privacidade dela, que estava nua, ainda no IML. Eles não podem fazer isso”, desabafou.


Após o constrangimento de ver as imagens, ainda durante o velório da dançarina, a família de Amanda procurou o auxílio de advogados para saber como lidar com o vazamento das fotos da necropsia dela.

Segundo o advogado Paulo César Gonçalvez da Silva, “as fotos eram muito chocantes e, apesar da vítima não ter mais conhecimento do que estava acontecendo, essas imagens abalaram os familiares ainda mais. Por isso, vamos entrar com uma ação por danos morais decorrente dessa exposição indevida".

A dor da perda


Mesmo com pouco mais de um mês da morte da dançarina, os parentes ainda não conseguem acreditar no ocorrido. "A ficha ainda não caiu. Pedimos a celebração de uma missa em memória dela, no dia 16, muita gente foi, mas estava tudo estranho. Vira e mexe a minha mãe ainda pergunta se a 'nega' ligou. Aí quando a gente relembra o que aconteceu, ela cai no choro", relata Valsirlândia.




Ele imobilizou a mulher, bateu a cabeça dela no chão pelo menos 12 vezes, e em seguida deu 10 coronhadas na cabeça da funkeira (Foto: Reprodução)


A mãe de Amanda, Iraíldes Maria de Jesus, continua muito abalada com o crime e foi levada por familiares para à Bahia "para sair um pouco de casa". "Ela ainda está inconformada, a barra está bem difícil. Ela fica muito sozinha em casa e sempre que eu vou visitá-la ela está chorando. É uma situação que não passa", lamentou.

Já sobre a filha da dançarina, que completou 12 anos no último dia 13 de maio, Valsirlândia diz que a menina fica "muito calada" e, às vezes, demonstra não ter noção do que aconteceu com a mãe.


Entenda o caso



Amanda Bueno, ex-integrante do grupo Gaiola das Popozudas, que foi comandado por Valesca Popozuda, foi morta a tiros dentro de sua própria casa, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, o crime aconteceu no final da tarde do dia 16 de abril, por volta das 17h30.

Ainda de acordo com a policiais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que acompanha o caso, o noivo da funkeira, Milton Severiano Ribeiro, de 32 anos, foi identificado como o autor do crime.



Ainda de acordo com a policiais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que acompanha o caso, o noivo da funkeira, Milton Severiano Ribeiro, de 32 anos, foi identificado como o autor do crime.

Segundo vizinhos, Amanda e Milton teriam tido uma discussão durante a tarde. A briga entre a dançarina Amanda Bueno e o noivo Milton Severiano Vieira, que culminou na morte da mulher, foi realmente motivada por ciúmes, garante polícia.

Segundo o titular da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, Fábio Cardoso, o desentendimento entre o casal começou no dia seguinte ao noivado, após a dançarina revelar dois segredos do seu passado para o companheiro. Apesar de morarem juntos há um tempo, os dois teriam ficado noivos quatro dias antes do crime.

Na ocasião, Amanda contou para o noivo que trabalhou em uma boate de striptease chamada Império, em Brasília. Segundo o jornal Extra, a dançarina também revelou que já tinha sido condenada por tentar matar uma colega de trabalho, dentro do estabelecimento.

Logo após a briga, foram ouvidos disparos. Para fugir, Miltinho da Van, como o suspeito é conhecido, teria roubado um carro na rua. Miltinho foi localizado horas após o crime. Durante a fuga, porém, o suspeito capotou de carro. Ele foi socorrido e levado para o hospital.

Ainda segundo a polícia, Milton foi autuado em flagrante por homicídio qualificado. O marido da vítima já responderá através da nova lei do feminicídio, criada em março desse ano.

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